quinta-feira, 16 de junho de 2011

47% DOS COORDENADORES PEDAGÓGICOS DAS ESCOLAS NÃO SABEM O QUE É O IDEB

Da Redação do Todos Pela Educação

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é a principal referência nacional sobre a situação da Educação no Brasil e, mesmo assim, 47% dos coordenadores pedagógicos das escolas não têm clareza sobre seu significado. Esse é um dos apontamentos da pesquisa “O Coordenador Pedagógico e a Formação de Professores: intenções, tensões e contradições”, realizada pela Fundação Victor Civita (FVC) em parceria com a Fundação Carlos Chagas (FCC,Composto pela nota dos estudantes em exames nacionais - Prova Brasil e Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) – e por dados da aprovação no País, o Ideb foi criado em 2007 e passou a ser o índice utilizado para medir a evolução do ensino brasileiro, bem como para estipular as metas de melhoria da Educação. Ele varia em uma escala de 0 a 10, assim como usualmente variam as notas de boletins escolares. De acordo com o estudo, a maioria dos coordenadores pedagógicos afirma saber o que é a Prova Brasil e o Ideb. "Porém, quando perguntados sobre o Ideb da própria escola, mais de um terço (47%) cita algum número acima de dez. Sabendo que o índice pode servir para o planejamento e ações de todos educadores da escola e que há metas governamentais a cumprir, esse desconhecimento é preocupante", aponta um trecho do relatório
Metodologia
Foram entrevistados 400 coordenadores pedagógicos, de 13 estados brasileiros, nas diferentes regiões do Brasil, sendo que constituíram a amostra 90% de mulheres, 76% de participantes entre 36 e 55 anos, sendo a idade média da amostra de 44 anos.
As escolas pesquisadas têm, em média, 1.101 alunos e 52 professores, aproximadamente um professor para cada 21 alunos. Os coordenadores dessas escolas têm, em média, 6,9 anos como coordenadores e 3,9 anos na escola atual. Metade dos coordenadores tem de dois a dez anos de experiência, o que mostra estabilidade na função. Em contrapartida, 76% dos coordenadores estão na escola atual por um período relativamente curto, de até cinco anos

terça-feira, 14 de junho de 2011

No Brasil, as pesquisas começaram em 1934. Na política, seu precursor foi o presidente Juscelino Kubitschek

Por Marcus Figueiredo, cientista político, professor do Iuperj
O uso de pesquisas de opinião “data do século 19 na Europa, sendo que o seu aprimoramento se deu nos Estados Unidos da América na década de 30 do século 20. Será apenas nos anos 60 que se popularizará em diversas regiões do globo”. No Brasil, como nos informa Orjan Olsen, a primeira pesquisa de opinião foi realizada em 1934 por Francisco Orlandi e Charles Dulley, para uma empresa de propaganda. Em 1942 surgiu o Ibope, que era praticamente o dono do mercado. Suas pesquisas de audiência deram origem à expressão “deu Ibope”, sinônimo de sucesso. Na política, as pesquisas de intenção de voto passaram a ser usadas regularmente e JK foi precursor no uso sistemático das pesquisas de opinião. Nem mesmo durante o regime militar as pesquisas de opinião deixaram de ser realizadas. Mas nos anos 80 o mercado de pesquisas se ampliou e hoje temos um extraordinário acervo de pesquisas pré-eleitorais, de intenção de voto, tanto acadêmicas quanto de mercado, disponível para consultas no Centro de Estudo de Opinião – Cesop, da Unicamp.